G1: Pesquisadores do Pará aguardam chegada de búfalos de proveta

G1: Pesquisadores do Pará aguardam chegada de búfalos de proveta

22 de junho de 2017

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) trabalham há dois anos em um projeto pioneiro na região Norte, utilizando a técnica da fertilização in vitro para melhorar a genética do rebanho bubalino em uma fazenda situada no município de Bujaru, no nordeste do Pará. “As búfalas são selecionadas de acordo com a produção de leite”, explica Sebastião Rolim, veterinário da UFRA. As búfalas que produzem mais leite doam óvulos para a pesquisa e toda semana tem coleta de material. O veterinário leva uma agulha até o ovário da búfala e, com a ajuda de um ultra-som, retira com muito cuidado o material que precisa. “Se a gente não observar onde a agulha tá entrando, a gente pode machucar a vaca e perder a vaca durante o processo de aspiração”, diz Rolim. O procedimento no animal, da anestesia à aspiração, demora em torno de 20 minutos. No laboratório, os óvulos são fertilizados e vão para uma estufa para virarem embriões. A máquina substitui o útero da búfala. “A estufa vai manter a temperatura e o controle gasoso dessa célula, pois as células têm necessidade nutricional ....naturalmente dentro da tuba uterina da vaca”, explica a biomédica Vanessa Brito. A reprodução de animais por meio da fertilização in vitro gera um rebanho mais produtivo porque tanto a fêmea quanto o macho selecionados pela equipe são de alta qualidade. “Aqui nós estamos usando semen importado da índia , com uma produção dos seus descendentes excelente. veja a vantagem que têm pra você unificar o seu rebanho, melhorar o seu rebanho, no aspecto de carne e no aspecto de leite”, detalha Haroldo Ribeiro, médico veterinário da UFPA. Uma búfala produz em média 4 litros de leite, por dia, em dez meses de lactação. A expectativa dos pesquisadores é dobrar a produção com a fertilização in vitro. O investimento na tecnologia é alto, mas a técnica também ajuda a multiplicar o rebanho em menos tempo. “Para você ter uma ideia, nós podemos fazer embriões de uma bezerra de dois a três meses, ou seja, não esperar ela ter dois anos e meio, três anos, ela com dois, três meses, já poderemos ter um ganho genético, ela produzindo descendentes de uma alta linhagem”, diz Ribeiro. O trabalho aqui começou em 2016, quando 50 búfalas fortes e saudáveis foram escolhidas para serem mamães de aluguel. A expectativa da equipe é grande para o nascimento dos primeiros búfalos de proveta do norte do país, esperados para meados do ano que vem. “Vai ser uma festa, com certeza. É um trabalho que tá dando frutos e é muito bom”, comemora a médica veterinária Anelise Ramos. Os pesquisadores acompanham de perto a gravidez e os filhotes não param de crescer. “A meta é chegar a 45% de prenhez que nesse momento tá em 30% , isso é uma questão de alguns meses a gente conseguir chegar lá”, afirma Otávio Ohashi, médico veterinário da UFPA.

Assista a matéria na íntegra acessando http://g1.globo.com/pa/para/e-do-para/noticia/2016/09/pesquisadores-do-para-aguardam-chegada-de-bufalos-de-proveta.html

 


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